O que é DKW por ...
O DKW por Bob Sharp

A lembrança de um momento mágico, o contato com um carro incrível em seu tempo, 1958, adiante dele até, e que influenciaria decisivamente minha vida profissional e esportiva, no automobilismo. No meu casamento, em 1965, fiz questão de que o carro da noiva fosse da marca com a qual eu já trabalhava: DKW-Vemag.

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O DKW por Rogério Matos

O meu DKW está conosco há 46 anos, portanto, ele faz parte da história familiar, onde vivemos muitas alegrias através de viagens, passeios, eventos, como casamentos, nascimentos, festas de aniversário e bodas. Ocasiões em que ele estava presente e transportava os familiares. E algumas tristezas, como acidentes.
 
O carro é um ícone, pois representa, de certa forma, a perseverança de meu falecido pai Nisio em conservá-lo ao longo de todo este tempo.
 
Há dez anos assumi a responsabilidade de cuidar dele. Daí, resolvi agregar outros DKW para minha alegria e da família, naturalmente e principalmente, do meu pai.
 
Como dirijo o meu DKW desde zero, ou seja desde os quatorze anos de idade, evidentemente, ele fez parte da minha formação, com incontáveis situações memoráveis. Foi com ele que, aos quinze anos, ensinei a namorada a dirigir. Fiz o exame do Detran para obtenção da carteira de motorista. Namorando outra no banco de trás, fui abordado pela polícia. Fui dirigindo-o para a igreja casar. Enfim, sobre a relação entre o meu DKW e a minha vida há muito o que contar.
 
Abraços
Rogério

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O DKW por Jorge Luiz de Carvalho

É sabido que brasileiro é apaixonado por carro e para mim sempre foi uma coisa deslumbrante desde o primeiro carro que meu pai teve que foi um Hillman Minx 1949 quando eu tinha 3 anos, e que no ano seguinte deixou a família, até a Vemaguet 1963, comprada em 1964 e que pertence a família Carvalho até hoje.
Era um agregador familiar na medida em todos os finais de semana saímos meu pai, minha avó, o irmão dela com sua esposa, quer eram meus padrinhos e eu para passeios pelas horríveis estradas do Rio de Janeiro nos passeios que hoje chamamos de bate-e-volta. Visitávamos Petrópolis, Terezopolis, Friburgo, Ponta Negra, Maricá, São Lourenço, Águas de Raposo, Cordeiro, Bom Jardim, Miguel Pereira, Vassouras, e outras pequenas cidades das redondezas.
Meu aniversário de 13 anos foi comemorado na praça de São José dos Ferreiros, no meio do caminho - de terra - entre Miguel Pereira e Vassouras. Festa na praça da cidade onde as comidas vinhas das panelas que minha avó prepara às vésperas do passeio e a bebida foi comprada por meu pai na vendinha da cidade para todas as crianças que quiseram cantar parabéns para mim.
O DKW foi também um agregador familiar quando eu, já saindo da adolescência vivencio um acidente em que o carro foi totalmente destruído e depois montado, peça por peça, por meu pai, meu padrinho e eu, na garagem de casa, num trabalho de equipe muito intenso e agradável. Carroceria e algumas peças novas compradas em 1970 na Cota Veículos, em outubro de 1970 sai da linha de montagem da "fábrica" em Maria da Graça, Rio de Janeiro, uma Vemaguet 1970, hibrida de anos e com a cor Cinza Kilimanjaro, da Willys.
Década de 80, essa mesma Vemaguet é a inspiração para as primeiras palavras do meu filho que ficava falando "bibiía, pai!" que depois eu descobri que queria de dizer bateria e tinha o sentido de fazer o carro funcionar pois com o mesmo ficava parado muito tempo, a bibiía arriava. E ele adorava o barulho do popopo. Tanto que ficava horas segurando na barra do parachoque imitando o barulho, até que sua fralda caía e ele entrava em casa.
Década de 90 o DKW Vemaguet 1970 serve de plataforma para o estreitamento das minha relações com meu filho que entra na adolescência e começa a ver que o pai nem sempre tem razão e que ele pode mais do que simplesmente ver eu fazer coisas; ele também tem como fazer. Torna-se engenheiro como o pai, viaja o mundo como o pai e, espero, algum dia, tenha um DKW nos seus belonguins para alegria de nova geração do porvir.

Jorge Luiz de Carvalho
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O DKW por Ari Rocha
Acho intreressante o tema da pesquisa, porque certamente vai acabar revelando muitas maneiras de 'ver' os dekas, que são um verdadeiro 'fenômeno', do qual não conheço paralelo na história do automóvel.
Um carro 'alemão' produzido pela Vemag, uma fábrica 'brasileira', que conseguiu superar o desempenho conseguido pela matriz e, 43 anos depois de ter as atividades encerradas, ainda mobiliza um expressivo número de pessoas interessadas, mas principalmente 'apaixonadas' por ele...  É incrível!!!
Para quem esteve trabalhando na fábrica da Vemag, foi possível entender como o ambiente era de engajamento e empolgação, onde os problemas eram resolvidos como questões pessoais.  Eu mesmo passei muitos sábados trabalhando o dia inteiro, acompanhado de diversos engenheiros, também comprometidos com o projeto e a produção.  Todos queriam 'salvar' a empresa, não o emprego.
Para resumir: O DKW, em seus vários modelos, é muito mais que um automóvel.  É um verdadeiro caso de 'paixão'!
Abraço.

Ari Rocha
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