A nuvem azul na montanha


Os DKW-Vemags e outros modelos ligados à marca reúnem-se
no agradável Blue Cloud, na cidade mineira de Pouso Alto




Sedãs Belcar, peruas Vemaguet, o jipe Candango: presentes ao evento que abrangeu 36 carros da marca
O II Blue Cloud foi um retumbante sucesso. Levado a efeito no fim de semana de 26 a 28 de novembro na pequena cidade sul-mineira de Pouso Alto, reuniu 36 carros da marca e um número de pessoas cerca de quatro vezes maior. Foi uma maneira de festejar a passagem do 48º ano de início de produção do DKW no Brasil, pela Vemag - Veículos e Máquinas Agrícolas S.A., no dia 19 de novembro de 1956.

O evento foi promovido pelo Auto Union DKW Club do Brasil, o DKW-Vemag Clube do Brasil, o Três Cilindros Clube de São Paulo e, por último mas não menos importante, o Hotel Serra Verde, na pessoa de seu proprietário e entusiasta da marca, Carlos André Sarmento. No primeiro encontro, ano passado, em Caxambu, o caráter do Blue Cloud foi multimarca, o que foi corrigido no de agora, felizmente. A partir deste, apenas a marca DKW será admitida.

Quem esteve neste segundo encontro, levado por este que escreve, foi Jorge Lettry, um dos símbolos do DKW no Brasil por ter sido gerente do departamento de Competições da fábrica de 1960 até o final, em 1967. Todos gostaram de vê-lo, ele ficou emocionado com o que viu, carros em perfeito estado e muitos tendo viajado de Brasília a Pouso Alto — e voltado — sem nenhum problema.

Ouvir todos aqueles motores funcionando foi uma volta ao tempo para ser lembrada. Teve carro também de Curitiba e Belo Horizonte, sem contar os do Rio de Janeiro e São Paulo, estas eqüidistantes de Pouso Alto, a cerca de 280 quilômetros cada.

A Vemaguet, com a frente usada apenas no modelo 1967, e um Belcar (branco) preparado para competição

Raros e que merecem atenção, os esportivos Auto Union 1000 Sp alemão (em cima) e Malzoni-DKW, nacional


Jorge Lettry (esquerda) e Bob Sharp, juntos da capa que cobria o recordista de velocidade Carcará, em 1966, e os dois volantes que foram usados no carro

Surpresa agradável   O encontro foi marcado pelo congraçamento e muito bate-papo, troca de experiências e reencontro de velhos amigos, num clima de total camaradagem, coisas que sempre fazem bem ao espírito. O anfitrião Carlos André preparou uma surpresa: a ida de todos os carros a Passa Quatro, distante 24 km, estacionar na praça da estação ferroviária e... embarcar num trem turístico. São dois vagões puxados por uma locomotiva a vapor alimentada a lenha, num pequeno trecho até o alto da serra, a 1.085 metros de altitude, parando numa pequena estação chamada Cel. Fulgêncio.

Esta era a primeira parada em Minas Gerais do trem da Rede Mineira Viação que saía de Cruzeiro, SP e se dirigia a cidades do sul do estado, como a estância hidromineral São Lourenço. Separa os dois estados um túnel de 1.000 metros na Serra da Mantiqueira. Um vez na estação Cel. Fulgêncio, a maioria caminhou 200 metros até o escuro túnel que no momento está sem uso (será reformado em breve). Para muitos, ouvir de novo o som do trem, o barulho das rodas nas junções dos trilhos e a música dos dois cilindros da locomotiva fazendo força trouxe as melhores lembranças da infância. Melhor não poderia ter sido. É um programa imperdível.

Para quem não sabe, Blue Cloud significa nuvem azul, nome criado pelo jornalista e fã da marca Flávio Gomes, em alusão à fumaça do escapamento dos DKW. Flávio tem vários carros da marca, um deles tipo carreteira, que compete regularmente em provas de carros antigos até 1.200 cm³ no autódromo paulista.

O III Blue Cloud já está marcado para 25 a 27 de novembro de 2005, mas possivelmente terá quatro dias, começando no dia 24, um desejo manifestado pelos participantes. Três dias é pouco para tanto encantamento.

 

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